Parece que quanto mais a gente reza....Mais assombrações aparecem.Esse velho ditado popular se faz presente em vários momentos da minha vida cotidiana...
Como se já não bastasse ficar sem minhas aulas na metade do ano letivo...Ainda tenho que correr atrás de outras e me deparar com pessoas sem o menor senso didático!!!!
Os valores realmente estão se invertendo cada dia que passa.E aí eu pergunto aonde vamos parar com essa falta de respeito,com o espaço e o trabalho dos outros!?
Que espécie de auxiliar foi criado pela Secretinaria de Educação,para ajudar a atrapalhar uma aula que não é tão rentável...Ficar sentada conversando com os alunos em vez de realmente auxiliar,agora é sinônimo de "Professor auxiliar em sala"...Irônico,não!?
Mas é assim que alguns auxiliares agem em sala.E acreditam que estão ajudando...
E assim.caminha a Educação em nosso Estado!Parabéns sr.governador....
Memórias de minhas leituras e escrita.
Este blog faz parte de um programa de formação a distância de educadores do Estado de São Paulo. O nosso objetivo em criá-lo é para publicar nossas experiências como leitoras,escritoras e professoras da rede. Além de nossas publicações, gostaríamos que interagissem conosco para trocas não só de professores, como também pais e alunos. Participem.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Situações de Aprendizagens a partir do texto " PAusa " e " Avestruz."
Situaçã de Aprendizagem a partir do texto :
" Avestruz " Mário Prata.
Professora Taisa Marins da S.Barbosa.
Situações de Aprendizagens a partir do texto:
" Pausa " Moacyr Scliar.
.
Professoras :Julia Juraski de Moura e Ana Maria Dias
Texto Pausa de Moacyr Scliar ( profª Julia)
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM – TEXTO “PAUSA” DE MOACYR SCLIAR
Tempo Previsto: 10 aulas / 9º ano
Objetivo: Desenvolver e ampliar a capacidade de leitura e escrita.
Conteúdos Temáticos: Leitura e Interpretação.
Competências e Habilidades: Estabelecer relações entre textos; Diferenciar textos.
Estratégias: Iniciar as atividades utilizando as estratégias de leitura.
Antecipação:
Checagem de hipóteses:
Localização de Informações / Comparação:
Comparação de Informações:
v Texto 1 - Letra da música “Cotidiano” de Chico Buarque
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
v Texto 2 – Frases retiradas do livro “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry
“O amor verdadeiro não se consome, quanto mais dás, mais te ficas.”
“O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção.”
“Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“O que dá beleza ao deserto é que esconde um poço de água em qualquer parte”.
“As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes.”
v TEXTO 3 - Imagem do botão de pausa.
Texto 4 - “Pausa” de Mário Quintana
PAUSA
Quando pouso os óculos sobre a mesa para uma pausa na leitura de coisas feitas, ou na feitura de minhas próprias coisas, surpreendo-me a indagar com que se parecem os óculos sobre a mesa.
Com algum inseto de grandes olhos e negras e longas pernas ou antenas?
Com algum ciclista tombado?
Não, nada disso me contenta ainda. Com que se parecem mesmo?
E sinto que, enquanto eu não puder captar a sua implícita imagem-poema, a inquietação perdurará.
E, enquanto o meu Sancho Pança, cheio de si e de senso comum, declara ao meu Dom Quixote que uns óculos sobre a mesa, além de parecerem apenas uns óculos sobre a mesa, são, de fato, um par de óculos sobre a mesa, fico a pensar qual dos dois – Dom Quixote ou Sancho? – vive uma vida mais intensa e, portanto mais verdadeira…
E paira no ar o eterno mistério dessa necessidade da recriação das coisas em imagens, para terem mais vida, e da vida em poesia, para ser mais vivida.
Esse enigma, eu o passo a ti, pobre leitor.
E agora?
Por enquanto, ante a atual insolubilidade da coisa, só me resta citar o terrível dilema de Stechetti: “Io sonno um poeta o sonno um imbecile?”
Alternativa, aliás, extensiva ao leitor de poesia…
A verdade é que a minha atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele.
E daí?
– Mas o melhor – pondera-me, com a sua voz pausada, o meu Sancho Pança – , o melhor é repor depressa os óculos no nariz.
Produção de Inferências Locais e Globais:
Recuperação do contexto de produção do texto
Generalizações
Avaliação
Referências Bibliográficas
DOLZ, J. M., Schneuwly B. Gêneros E Progressão Em Expressão Oral E Escrita – Elementos Para Reflexões Sobre uma Experiência Suíça. São Paulo: Mercado de Letras, 2010.
Quintana, Mário. Pausa. In A vaca e o hipogrifo. Porto Alegre: Garatuja.
ROJO, R. H. R. Letramento e Capacidades de Leitura Para a Cidadania. SEE-SP SEM- SP, 2004.
o Contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 2002, p. 275-277.
Saint-Exupéry, Antoine. O Pequeno Príncipe. Agir, 2000.
SCLIAR, Moacyr. Pausa. In BOSI, Alfredo. O Conto Brasileiro Contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 2002, p. 275-277.
Links:
Links:http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/cotidiano.html#ixzz2VyhOU6dA
Tempo Previsto: 10 aulas / 9º ano
Objetivo: Desenvolver e ampliar a capacidade de leitura e escrita.
Conteúdos Temáticos: Leitura e Interpretação.
Competências e Habilidades: Estabelecer relações entre textos; Diferenciar textos.
Estratégias: Iniciar as atividades utilizando as estratégias de leitura.
Antecipação:
- Apresentar aos alunos apenas o título e questioná-los: “Com este título o que podemos imaginar que terá no texto?” – anotar na lousa as sugestões que irão surgindo sobre o assunto que o texto abordará;
- Perguntar também: A palavra “Pausa” nos leva a refletir sobre o que?” – estimulá-los a opinar e depois verificar no dicionário o verbete:
Significado de Pausa
s.f. Suspensão, parada momentânea de uma ação. / Vagar, descanso. / Silêncio mais ou menos longo que se produz na cadeia falada depois de cada grupo fônico, no interior ou no fim de um enunciado. / Música Figura que indica uma duração de silêncio entre os sons.
- Continuar a discussão.
Checagem de hipóteses:
- Distribuir cópias do texto; fazer a leitura em voz alta, comentar o título e o tema. Verificar se as sugestões dadas pelos alunos antes da leitura coincidem com o que foi lido.
Localização de Informações / Comparação:
- Após a leitura conversar sobre o perfil da personagem protagonista “Samuel”;
- Destacar neste perfil as palavras “pressa”, “relacionamento”;
- Pedir que sublinhem trechos no texto que indiquem os momentos em que a personagem tem pressa e os que expõe o relacionamento com a esposa. Após sublinharem pedir que em duplas comentem ainda justificativas para o comportamento de Samuel.
Comparação de Informações:
- Entregar aos alunos quatro novos textos:
v Texto 1 - Letra da música “Cotidiano” de Chico Buarque
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
Todo dia ela diz que é pra eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher
Diz que está me esperando pro jantar
E me beija com a boca de café
Todo dia eu só penso em poder parar
Meio dia eu só penso em dizer não
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão
Seis da tarde como era de se esperar
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão
Toda noite ela diz pra eu não me afastar
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pra eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor
Todo dia ela faz tudo sempre igual
Me sacode às seis horas da manhã
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã
v Texto 2 – Frases retiradas do livro “O Pequeno Príncipe” de Antoine de Saint-Exupéry
“O amor verdadeiro não se consome, quanto mais dás, mais te ficas.”
“O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção.”
“Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“O que dá beleza ao deserto é que esconde um poço de água em qualquer parte”.
“As pessoas são solitárias porque constroem muros ao invés de pontes.”
v TEXTO 3 - Imagem do botão de pausa.
Texto 4 - “Pausa” de Mário Quintana
PAUSA
Quando pouso os óculos sobre a mesa para uma pausa na leitura de coisas feitas, ou na feitura de minhas próprias coisas, surpreendo-me a indagar com que se parecem os óculos sobre a mesa.
Com algum inseto de grandes olhos e negras e longas pernas ou antenas?
Com algum ciclista tombado?
Não, nada disso me contenta ainda. Com que se parecem mesmo?
E sinto que, enquanto eu não puder captar a sua implícita imagem-poema, a inquietação perdurará.
E, enquanto o meu Sancho Pança, cheio de si e de senso comum, declara ao meu Dom Quixote que uns óculos sobre a mesa, além de parecerem apenas uns óculos sobre a mesa, são, de fato, um par de óculos sobre a mesa, fico a pensar qual dos dois – Dom Quixote ou Sancho? – vive uma vida mais intensa e, portanto mais verdadeira…
E paira no ar o eterno mistério dessa necessidade da recriação das coisas em imagens, para terem mais vida, e da vida em poesia, para ser mais vivida.
Esse enigma, eu o passo a ti, pobre leitor.
E agora?
Por enquanto, ante a atual insolubilidade da coisa, só me resta citar o terrível dilema de Stechetti: “Io sonno um poeta o sonno um imbecile?”
Alternativa, aliás, extensiva ao leitor de poesia…
A verdade é que a minha atroz função não é resolver e sim propor enigmas, fazer o leitor pensar e não pensar por ele.
E daí?
– Mas o melhor – pondera-me, com a sua voz pausada, o meu Sancho Pança – , o melhor é repor depressa os óculos no nariz.
- Expor os textos e pedir que estabeleçam relações com o texto “Pausa” de Moacyr Scliar;
- Texto 1 – Relacionando esta leitura ao texto de Scliar espera-se que os alunos consigam perceber que os protagonistas estão entediados com a vida que tem, mas nenhum dos dois deixam suas esposas.
- Texto 2 – Pedir que procurem no texto “Pausa” trechos que possam ser auxiliados com a reflexão das frases. Os alunos poderão relacionar as frases ao texto justificando assim o relacionamento descrito na história.
- Texto 3 – Relacionar a imagem à atitude da personagem Samuel; Propor que imaginem que possam apertar aquele botão de pausa em sua própria vida. Descrever como seria este momento. Perguntar se seria em um momento passado, presente ou futuro?
- Texto 4 – Explicar a pausa do texto de Mário Quintana relacionando-a com a pausa feita no texto de Scliar.
Produção de Inferências Locais e Globais:
- Propor que observem os trechos em que aparecem as frases “Samuel saltou da cama, correu para o banheiro”, “Vestiu-se rapidamente e sem ruído.”, “A mulher coçava a axila esquerda”, “observou a mulher com azedume na voz”. Orientá-los na discussão esperando que possam nessas frases inferir que a personagem não é feliz em seu casamento e que o fato de a mulher coçar a axila mostra que ela não se envergonha, então o casamento já está numa rotina. Pedir que procurem outras frases que possam inferir ideias propostas pelo narrador que nos levam a entender o comportamento de Samuel.
Recuperação do contexto de produção do texto
- Levar os alunos à sala de informática e propor que pesquisem sobre o autor, seu papel social, suas obras, seus gostos, suas críticas, público alvo, entre outros aspectos relativos ao autor e sua obra.
- Socializar em sala as pesquisas feitas. Sondar se houve interesse na leitura de outros textos do autor.
Generalizações
- Sabendo que as generalizações permitem guardarmos na memória partes que mais se destacam no texto, pedir que façam uma síntese do texto “Pausa” de Moacyr Scliar.
Avaliação
- Observação da participação oral diante dos questionamentos gerados nas discussões quanto à análise, interpretação e argumentação que levaram a desenvolver a habilidade “estabelecer relações entre os textos” e “diferenciar textos”.
- Atentar para qual dos gêneros expostos os alunos apresentaram maior dificuldade para desenvolver as propostas.
- Registrar individualmente o desempenho dos alunos.
Referências Bibliográficas
DOLZ, J. M., Schneuwly B. Gêneros E Progressão Em Expressão Oral E Escrita – Elementos Para Reflexões Sobre uma Experiência Suíça. São Paulo: Mercado de Letras, 2010.
Quintana, Mário. Pausa. In A vaca e o hipogrifo. Porto Alegre: Garatuja.
ROJO, R. H. R. Letramento e Capacidades de Leitura Para a Cidadania. SEE-SP SEM- SP, 2004.
o Contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 2002, p. 275-277.
Saint-Exupéry, Antoine. O Pequeno Príncipe. Agir, 2000.
SCLIAR, Moacyr. Pausa. In BOSI, Alfredo. O Conto Brasileiro Contemporâneo. São Paulo: Cultrix, 2002, p. 275-277.
Links:
Links:http://www.vagalume.com.br/chico-buarque/cotidiano.html#ixzz2VyhOU6dA
domingo, 16 de junho de 2013
Situação de Aprendizagem a partir do texto " Pausa" Moacyr Scliar ( Profª Ana Maria)
Situação de aprendizagem
Texto: “Pausa”, Moacyr Scliar
Tempo
Previsto: 04 a
06 aulas
Objetivo: Reconhecer o gênero “conto”,
explorando a capacidade leitora dos educandos.
Conteúdo
Temático:
Tipologia (narração) gênero (conto)
Competências
e Habilidades:
Identificar os elementos da narrativa; gênero textual; situação sócio comunicativa; inferir tema
relacionado ao título voltado à sua compreensão global; organizar a sequencia
lógica do texto; inferir informação com base na leitura e audição da
música“ Vamos Fugir”do Skank "
Estratégia:
Antes da leitura, trabalhar conceito e
sinônimo da palavra “pausa”. Leitura
silenciosa do texto, leitura compartilhada e leitura do professor; audição da
música e do texto.
RECURSOS: Impressão do texto e
da letra da música para todos os alunos
Áudio de texto : http://www.universidadefalada.com.br/pausa-moacyr-scliar-audiolivro.html
Áudio de texto : http://www.universidadefalada.com.br/pausa-moacyr-scliar-audiolivro.html
Avaliação:será feita durante todo o processo de
leitura e explicação,atentando para a postura do aluno durante o ouvir e o
falar sobre o conto
Escrito por Ana Maria.
Situação de Aprendizagem a partir do texto " Avestruz" Mário Prata.( Profª Taisa)
Avestruz
* Por Mário Prata
O filho de uma grande amiga, pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o que? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam a domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que ser assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quando pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outro coisa que faltou foram dedos para ao pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio Camelus Australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa, não tem, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar de 10 a 30 crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto numa psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
* Por Mário Prata
O filho de uma grande amiga, pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o que? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam a domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que ser assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quando pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outro coisa que faltou foram dedos para ao pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio Camelus Australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os 40, entrando depois na menopausa, não tem, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar de 10 a 30 crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto numa psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.
Situação de Aprendizagem
Texto – Avestruz
Mário Prata
Ano : 5ª série ( 6º ano )
Nº de aulas : 06
Objetivo : Que o aluno identifique e aplique
a tipologia narrativa com ênfase em
crônica.
Conteúdo : Pesquisar elementos da narrativa e
leitura.
Competências e habilidades:
-
Identificar a finalidade de um texto, mobilizando conhecimentos prévios sobre o
gênero.
-
Estabelecer relações de causa / consequência, entre segmentos de um texto,
sendo que a causa é relativa a um fato referido pelo texto e a consequência
está explícita.
-
Identificar a finalidade de um texto, mobilizando conhecimentos prévios sobre o
formato do gênero, tema ou assunto principal.
- Organizar
os episódios principais de uma narrativa literária ou sequência lógica.
- Inferir informação
pressuposta em texto literário , com
base em sua compreensão global.
Estratégias:
-
Checagem de hipóteses(levantamento dos
conhecimentos prévios).
Você já viu um avestruz ?
Você já viu um avestruz ?
Como ele é ?
Você sabe o tamanho dele ?
Será que ele poderia ser seu bicho de
estimação ?
Será que ele poderia ser seu bicho de
estimação ?
Onde colocaria ele para dormir ?
- Comparação de informações.
- Percepção das relações e intertextualidade, percepção das relações de interdiscursividade.
- Percepção de outras linguagens.
Recursos
- livros de
pesquisas
- internet.
- vídeos
sobre o assunto
- fotos
Avaliação
- Habilidade de leitura e capacidade de compreensão.
- Identificar os elementos
da narrativa.
Professora : Taisa Marins da S.BArbosa.
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